Me perguntaram se sou poeta
pensativo, instintivo a pensar
disse que poeta eu não sou,
apenas misturo sílabas
brinco com a mente
sobre minhas linhas
sob os dedos que dedilham sem calar.
Como posso ser poeta
pois me excluo do altar
criatividade de sentimentos
apenas busco a cada raiar
confuso e até inquieto
vou brincar de trocadilhos
e pelas minhas vírgulas passear.
Curioso sei que sim
viro pesquisa do saber
como o inglês que filosofa e canta
sobre o ser ou não ser,
pulo as pedras, fujo em cena
velejo sobre a questão
como os caminhos tortuosos
pesadelos, beija-flores, o amor e solidão.
Quem me dera leitor meu
meu de ser poeta fino
por meus erros de criança no quintal
invadir mentes desejosas
sem meus rótulos, sem brincar
minha música esta soa mal
acordes quebrados que ninguém lê
e joga fora meu jornal.
Olho a lua, me despeso do sol
canto para as estrelas entre as nuvens
que ela brinda com saudade
e concluo que somos todos
segundo o pessoa poeta na realidade
com rancor e paixões de encantos
nos caminhos e desvios da vida
encaro pois os sentimentos da dor
destes versos que brindo o dia sem dúvida
dizendo que por viver apenas e ponto
sou de todo como poeta, fingidor.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Viagem
Passeio por vários lugares
ruas que conheço
mas nunca caminhei
casas
e prédios vividos
habitados por pessoas em comum
de todas as vidas
de presenças e sentimentos.
Nas calçadas
passos cobertos de dúvidas
Onde estou?
acordo dentro do sonho perdido
vendo os pássaros na janela
um casal que canta
alegria
sensibilidade
e olham para o céu
clamando vida às nuvens.
Assim ainda vejo
na casa
no caminho ao meu alcance.
E de repente sinto cãimbras
minha pernas tentam fugir
mas não consigo
ou não quero ir para outro lugar
meu intelecto quer ficar
e aprender
a cada dia, cada noite
palavras ministradas com maestria
dos anjos e acompanhantes
de cada sonho que viajo
ciente ou em transe
a cada dia,
a cada noite
ruas que conheço
mas nunca caminhei
casas
e prédios vividos
habitados por pessoas em comum
de todas as vidas
de presenças e sentimentos.
Nas calçadas
passos cobertos de dúvidas
Onde estou?
acordo dentro do sonho perdido
vendo os pássaros na janela
um casal que canta
alegria
sensibilidade
e olham para o céu
clamando vida às nuvens.
Assim ainda vejo
na casa
no caminho ao meu alcance.
E de repente sinto cãimbras
minha pernas tentam fugir
mas não consigo
ou não quero ir para outro lugar
meu intelecto quer ficar
e aprender
a cada dia, cada noite
palavras ministradas com maestria
dos anjos e acompanhantes
de cada sonho que viajo
ciente ou em transe
a cada dia,
a cada noite
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Vida
Vida,
comece a enxergar
abra seus ouvidos
tudo vai muito além das limitações
das dúvidas
dos pensamentos.
Vida,
Cometemos os mesmos erros
acordamos sempre para o mesmo lado
várias vezes
várias cores, mesmas dores.
Vida,
Algumas problemas são mais persistentes
e teimam em fixar-se na lousa negra de ilusões
conhecer-se a si mesmo
só é visto através dos outros.
Vida,
nossa vida não é nossa de fato
do útero ao túmulo estamos ligados à outro
plugados, virtualizados
pescados numa rede emaranhada
e sepultados nos confins das marés infinitas dos monitores reluzentes.
Vida,
Sob os céus de estrelas e imagens
linguagens de figuras
nas faces das luas de nossos dias
azuis, vermelhas, prateadas.
Vida,
frases e jantares nos ares
vinhos e poesias sobre a mesa
fugimos em estilos e camisetas
carruagens digitais nas mãos
e ferraduras confortáveis nos pés.
Vida,
dias assim sol à pino
nuvens buscando sombras
olhos que mentem sua visão
flores que fingem o perfume que vendem
ilusão na ótica da razão.
Vida,
pensamentos inquietos
contínuos na madrugada silenciosa
na insônia amiga
companheira, aventureira até raiar o dia
e mudar de nome.
Vida,
viver, sonhar, caminhar
meus passos que não vejo
rastros nas badaladas estranhas
do relógio da alma
que apenas marca o caminho
para onde a vida assim se vai.
comece a enxergar
abra seus ouvidos
tudo vai muito além das limitações
das dúvidas
dos pensamentos.
Vida,
Cometemos os mesmos erros
acordamos sempre para o mesmo lado
várias vezes
várias cores, mesmas dores.
Vida,
Algumas problemas são mais persistentes
e teimam em fixar-se na lousa negra de ilusões
conhecer-se a si mesmo
só é visto através dos outros.
Vida,
nossa vida não é nossa de fato
do útero ao túmulo estamos ligados à outro
plugados, virtualizados
pescados numa rede emaranhada
e sepultados nos confins das marés infinitas dos monitores reluzentes.
Vida,
Sob os céus de estrelas e imagens
linguagens de figuras
nas faces das luas de nossos dias
azuis, vermelhas, prateadas.
Vida,
frases e jantares nos ares
vinhos e poesias sobre a mesa
fugimos em estilos e camisetas
carruagens digitais nas mãos
e ferraduras confortáveis nos pés.
Vida,
dias assim sol à pino
nuvens buscando sombras
olhos que mentem sua visão
flores que fingem o perfume que vendem
ilusão na ótica da razão.
Vida,
pensamentos inquietos
contínuos na madrugada silenciosa
na insônia amiga
companheira, aventureira até raiar o dia
e mudar de nome.
Vida,
viver, sonhar, caminhar
meus passos que não vejo
rastros nas badaladas estranhas
do relógio da alma
que apenas marca o caminho
para onde a vida assim se vai.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Penso
Pensar
buscar novos sentimentos
nada está no lugar
os dias são os mesmos
a música sempre aos meus ouvidos
mas teremos que fazer melhor
somos fortes
caminhamos sem parar
nada nos faz parar
a não ser nós mesmos
não saberia dizer
se o caminho está correto
mas os passos querem continuar
ouvir e transmitir
a luz não faz barulho
para vibrar boas energias
mesmo assim
os rabiscos são visíveis
querendo continuar a escrever
gritas para minhas vidas
e tudo se embaralha
na memória
nas estradas que se entrelaçam
o som que me chama
batidas compassadas do meu coração
em busca da iluminação
remando no tempo
mas o tempo é uma questão de percepção
buscar novos sentimentos
nada está no lugar
os dias são os mesmos
a música sempre aos meus ouvidos
mas teremos que fazer melhor
somos fortes
caminhamos sem parar
nada nos faz parar
a não ser nós mesmos
não saberia dizer
se o caminho está correto
mas os passos querem continuar
ouvir e transmitir
a luz não faz barulho
para vibrar boas energias
mesmo assim
os rabiscos são visíveis
querendo continuar a escrever
gritas para minhas vidas
e tudo se embaralha
na memória
nas estradas que se entrelaçam
o som que me chama
batidas compassadas do meu coração
em busca da iluminação
remando no tempo
mas o tempo é uma questão de percepção
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Primaveras
No anoitecer
sinto o vento gostoso
refrescante
agradável visão do céu
limpo
cristalino para as estrelas que surgem.
E a lua
de novo nova, cresce, se enche
míngua sua beleza
soberana rumo ao oeste
saúda o novo lar.
O calor da primavera aconchega
traz nos vasos inertes
flores, brancas e lindas
que perfumam meu mundo
invadido por saudades.
Lembranças que invadem a mente
visões dos canteiros
que surgiram no caminho
vidas que vieram
sonhos de dias futuros.
Nestas noites que cheira harmonia
pensamos que vai ser bom viver aqui
o aroma destes dias
os aconchegos
nunca saíram da memória.
Hoje lembro daquele dia
dos olhares curiosos
da casa sem muros
chão avermelhado para dormir
dos galhos do pé de limão.
Vinte e um dias daquele mês da mudança
das vidas que novas vieram pra ficar
e os ares serão eternos
primaveras de todas as manhãs
de todos os sonhos.
sinto o vento gostoso
refrescante
agradável visão do céu
limpo
cristalino para as estrelas que surgem.
E a lua
de novo nova, cresce, se enche
míngua sua beleza
soberana rumo ao oeste
saúda o novo lar.
O calor da primavera aconchega
traz nos vasos inertes
flores, brancas e lindas
que perfumam meu mundo
invadido por saudades.
Lembranças que invadem a mente
visões dos canteiros
que surgiram no caminho
vidas que vieram
sonhos de dias futuros.
Nestas noites que cheira harmonia
pensamos que vai ser bom viver aqui
o aroma destes dias
os aconchegos
nunca saíram da memória.
Hoje lembro daquele dia
dos olhares curiosos
da casa sem muros
chão avermelhado para dormir
dos galhos do pé de limão.
Vinte e um dias daquele mês da mudança
das vidas que novas vieram pra ficar
e os ares serão eternos
primaveras de todas as manhãs
de todos os sonhos.
domingo, 9 de agosto de 2015
Memórias de hoje
Daquela casa
levarei na memória as lembranças das estrelas
os desenhos das paredes manchadas
e das traves que não se envernizaram
os dias se acabavam na varanda
com as rosas e seus espinhos suaves
que eternas sempre irão florir os pensamentos
e perfumam todos os jantares
assim que brindamos os vinhos da amizade
do carinho
do amor pela companhia dos queridos.
Não quero falar da tristeza
vejo este céu azul
ouço os pássaros que me visitam nesta manhã
cantam e me fazem companhia
vou apenas ver seu sorriso aos abraços
nas palavras que confortam
brincadeiras da criança de cabelos brancos.
Nas estradas que somem das vistas verdes
o tempo é implacável
inevitável
a fuga da contagem dos dias que se seguem só
um por um
a cada nascer do sol e ao crescer da grama
algumas viagens falavam da saudade
dos carinhos e da preocupação
dos sucos de limão azedos retirados do quintal
que por sinal
doavam mais que poeira e hortelã
retratavam a harmonia doce
entre banhos de sol e abraços de um bom dia.
Seremos assim eternos
nos feriados e nas semanas que correm
nas ruas dos ipês amarelos
na sombra dos onze cedros
correndo para o destino, rumando para o mesmo lugar
sob o reflexo que ofusca
mas não engana
que viveremos as vidas nas terras sob nuvens brancas
e os olhares que me acompanham
toda vez que dobro a esquina de meu ser.
levarei na memória as lembranças das estrelas
os desenhos das paredes manchadas
e das traves que não se envernizaram
os dias se acabavam na varanda
com as rosas e seus espinhos suaves
que eternas sempre irão florir os pensamentos
e perfumam todos os jantares
assim que brindamos os vinhos da amizade
do carinho
do amor pela companhia dos queridos.
Não quero falar da tristeza
vejo este céu azul
ouço os pássaros que me visitam nesta manhã
cantam e me fazem companhia
vou apenas ver seu sorriso aos abraços
nas palavras que confortam
brincadeiras da criança de cabelos brancos.
Nas estradas que somem das vistas verdes
o tempo é implacável
inevitável
a fuga da contagem dos dias que se seguem só
um por um
a cada nascer do sol e ao crescer da grama
algumas viagens falavam da saudade
dos carinhos e da preocupação
dos sucos de limão azedos retirados do quintal
que por sinal
doavam mais que poeira e hortelã
retratavam a harmonia doce
entre banhos de sol e abraços de um bom dia.
Seremos assim eternos
nos feriados e nas semanas que correm
nas ruas dos ipês amarelos
na sombra dos onze cedros
correndo para o destino, rumando para o mesmo lugar
sob o reflexo que ofusca
mas não engana
que viveremos as vidas nas terras sob nuvens brancas
e os olhares que me acompanham
toda vez que dobro a esquina de meu ser.
domingo, 2 de agosto de 2015
Sorrisos
Mesmo assim sorrimos
e quando sorrimos
é como se nos aproximassemos mais das pessoas
boa comparação...
sorrir para se aproximar,
e quando você sorrir
entenda seu gesto
como se estivesse dando espaço a pessoa
a sua frente,
no seu caminho
nas salas de jantar
nas telas que se abrem.
surgem enfim
palavras que começam com o sorriso
a se conhecer
a buscar sintonia
desejos das companhias para a insônia
para os dias de caminhada
de estar no pensamento
e na imaginação
olhando em sorrisos
nu entre as palavras
para a vida
para os céus que se abrem
nos lábios de sorrisos
sinceros
encorajadores
para avistar novos horizontes
dias novos de um amanhã
para novos trabalhos
e palavras que sempre irão buscar
sorrisos
e esperanças.
e quando sorrimos
é como se nos aproximassemos mais das pessoas
boa comparação...
sorrir para se aproximar,
e quando você sorrir
entenda seu gesto
como se estivesse dando espaço a pessoa
a sua frente,
no seu caminho
nas salas de jantar
nas telas que se abrem.
surgem enfim
palavras que começam com o sorriso
a se conhecer
a buscar sintonia
desejos das companhias para a insônia
para os dias de caminhada
de estar no pensamento
e na imaginação
olhando em sorrisos
nu entre as palavras
para a vida
para os céus que se abrem
nos lábios de sorrisos
sinceros
encorajadores
para avistar novos horizontes
dias novos de um amanhã
para novos trabalhos
e palavras que sempre irão buscar
sorrisos
e esperanças.
domingo, 26 de julho de 2015
Estrelas do hoje
"Ao fugir do controle
não sei se sei viver
lá fora no céu limpo
duas estrelas quase se encontram
suas luzes disputam o brilho
aparadas pela companheira lua
que observa à todos os raios.
Aqui dentro
batimentos descompassados
sobressaltos pela beleza da noite
final de mais um dia
que caminha para novas palavras
ouvidas pela atenção do saber
na voz dos pássaros que fogem
guiadas pelas mãos da energia
da vida em luzes
das estrelas do hoje"
não sei se sei viver
lá fora no céu limpo
duas estrelas quase se encontram
suas luzes disputam o brilho
aparadas pela companheira lua
que observa à todos os raios.
Aqui dentro
batimentos descompassados
sobressaltos pela beleza da noite
final de mais um dia
que caminha para novas palavras
ouvidas pela atenção do saber
na voz dos pássaros que fogem
guiadas pelas mãos da energia
da vida em luzes
das estrelas do hoje"
Lua
"E a lua
de novo
nova
branca
cheia
redonda
crescente
aparece
míngua
um filamento
uma sombra
a poesia
e a lua"
de novo
nova
branca
cheia
redonda
crescente
aparece
míngua
um filamento
uma sombra
a poesia
e a lua"
Eu
"Sem querer ser o eu
vou brincar com meu pronome
digo palavras
para serem minhas
para acreditar no meu eu
e no meu caderno
com letras manchadas
verdades materializadas em tinta
para que eu sinta
percorra a razão
alimente as linhas da vida
na palma da mão
para cada traço da caneta
para cada ruído nos ouvidos
para cada voz que me chama
e clama
apenas para que seja o eu
na minha verdade
da minha alma eterna
meus sentimentos ternos
e meu olhar sobre meu eu"
vou brincar com meu pronome
digo palavras
para serem minhas
para acreditar no meu eu
e no meu caderno
com letras manchadas
verdades materializadas em tinta
para que eu sinta
percorra a razão
alimente as linhas da vida
na palma da mão
para cada traço da caneta
para cada ruído nos ouvidos
para cada voz que me chama
e clama
apenas para que seja o eu
na minha verdade
da minha alma eterna
meus sentimentos ternos
e meu olhar sobre meu eu"
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Estes dias
Encaro meus dias
e suas mudanças
alvorada com céus azuis
passos que não param
rotas sem rotinas,
na oração
me lembro do sonho
sim,
eles estão presentes!
e presentes
me alegra saber que não estou só
nem dormindo.
Acordado
minhas pegadas não são únicas
então sigo assim
cada manhã,
um novo dia.
O sol
ainda é o mesmo,
a estrela ainda no seu lugar,
no peito a velha máquina pulsante
que marca o caminho
no ritmo diário da vida
na frequência dos pés incansáveis
sedentos
por dias de luta
trabalhos
estrelas
e glórias.
e suas mudanças
alvorada com céus azuis
passos que não param
rotas sem rotinas,
na oração
me lembro do sonho
sim,
eles estão presentes!
e presentes
me alegra saber que não estou só
nem dormindo.
Acordado
minhas pegadas não são únicas
então sigo assim
cada manhã,
um novo dia.
O sol
ainda é o mesmo,
a estrela ainda no seu lugar,
no peito a velha máquina pulsante
que marca o caminho
no ritmo diário da vida
na frequência dos pés incansáveis
sedentos
por dias de luta
trabalhos
estrelas
e glórias.
um sábado qualquer
Num sábado desses
vi chover
caminhando pelas ruas
enxurradas sem barquinhos
todos querem abrigo para as cabeças
fugir das gotas
que molham o papel.
No íntimo quero correr
bagunçar o penteado
pisar na poça
sorrir,
manchar de barro os tecidos.
A realidade é mais seca
como as mãos nos bolsos
e as letras que se juntam,
apenas as lentem umedecem
gotas doces e salgadas
misturas que embaçam a visão
decoram a poesia com seu mundo
brincam com o pensamento
de uma infância madura
e de cabelos brancos.
Tamoios
Paciência
vamos chegar
rodas ao chão
risos nos lábios
luzes no ar
carros parados
paciência
brincadeira na rua
noite escura
melhor sorrir
parou de chover
vamos chegar
não tem banheiro
viva o mato!
(Madrugada de Tamoios - sexta de carnaval - 2015)
vamos chegar
rodas ao chão
risos nos lábios
luzes no ar
carros parados
paciência
brincadeira na rua
noite escura
melhor sorrir
parou de chover
vamos chegar
não tem banheiro
viva o mato!
(Madrugada de Tamoios - sexta de carnaval - 2015)
Flutuar
Queria fazer uma poesia
cantar para o mar
mas não tenho lápis
e o papel que sobrou
embrulhou o pão.
Vou brindar com uma poesia,
do céu veio o azul
que brincou com as ondas
e dançou.
As flores do azulejo
com inveja não quis brincar
sorriu
mas não bebeu as minhas frases.
És o que não disse
sobe, embaralha
ou responde a pergunta
não passe mais vontade de voar.
Existem duas palavras,
sem medo
flutuaremos ao vento
na minha prancha voadora
até que a poesia acabe
ou até cairmos na água.
cantar para o mar
mas não tenho lápis
e o papel que sobrou
embrulhou o pão.
Vou brindar com uma poesia,
do céu veio o azul
que brincou com as ondas
e dançou.
As flores do azulejo
com inveja não quis brincar
sorriu
mas não bebeu as minhas frases.
És o que não disse
sobe, embaralha
ou responde a pergunta
não passe mais vontade de voar.
Existem duas palavras,
sem medo
flutuaremos ao vento
na minha prancha voadora
até que a poesia acabe
ou até cairmos na água.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
sons
Saiba que só tenho dois ouvidos
assim me digo limitado
não importa o número de palavras
quero mais
me alimento com suas frases
tento entender essa vida
com seus dias sequenciais
e sóis para aquecer a mente.
Nestas rotinas
escuto ruídos obscuros
perseguições de vozes
chamados e zunidos
tentam o libido
com as canções da alma
não fujo do apelo estranho
desvio os motivos
os olhares
me perco nas imagens
e durmo perdido nessas músicas
com medo da sonoridade do amanhã.
assim me digo limitado
não importa o número de palavras
quero mais
me alimento com suas frases
tento entender essa vida
com seus dias sequenciais
e sóis para aquecer a mente.
Nestas rotinas
escuto ruídos obscuros
perseguições de vozes
chamados e zunidos
tentam o libido
com as canções da alma
não fujo do apelo estranho
desvio os motivos
os olhares
me perco nas imagens
e durmo perdido nessas músicas
com medo da sonoridade do amanhã.
Semente
O que sobrou da semente?
soterrada
inundada pela esperança
que em busca de ar
foge seus braços para fora
em ramos verdes sedentos
procura o ar
se alimenta dos raios de sol
mas pede água
com medo de secar a vontade de viver
e amarelar os olhos
para os novos desafios
O que sobrou da semente?
crescendo
buscando os céus
braços que se abrem ao mundo
abraços jamais esquecidos
buscando mais calor
e a alegria
que presenteará com suas flores
soterrada
inundada pela esperança
que em busca de ar
foge seus braços para fora
em ramos verdes sedentos
procura o ar
se alimenta dos raios de sol
mas pede água
com medo de secar a vontade de viver
e amarelar os olhos
para os novos desafios
O que sobrou da semente?
crescendo
buscando os céus
braços que se abrem ao mundo
abraços jamais esquecidos
buscando mais calor
e a alegria
que presenteará com suas flores
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Caminhos
Queria que todo vissem meu caminho
pedras espalhadas
cascalhos que derrubam sem avisar
sempre em frente
seguindo a passos largos
sem parar
mas também florescem cores no caminho
variadas e belas
perfumadas como a primavera
dão mais ânimo ao caminhar
luzes iluminam
o sol que dá vida ao verde
mas seca as águas
que sacia os olhos amargurados
sempre vai brilhar
deixar ver essas belezas dos caminhos diários
dos universos finitos de cada um
pedras espalhadas
cascalhos que derrubam sem avisar
sempre em frente
seguindo a passos largos
sem parar
mas também florescem cores no caminho
variadas e belas
perfumadas como a primavera
dão mais ânimo ao caminhar
luzes iluminam
o sol que dá vida ao verde
mas seca as águas
que sacia os olhos amargurados
sempre vai brilhar
deixar ver essas belezas dos caminhos diários
dos universos finitos de cada um
Sombras
Vejo sombras
e muitas vezes os sorrisos enganam
mesmo não entendendo
escuto sons por todos os lados
pássaros no telhado
borboletas sem estômagos
músicas que fogem para os ouvidos
pedras que acompanham cada passo
e o pés as chutam para longe
protegem os joelhos
para não se dobrarem ao chão.
Ao redor de tudo vejo sombras
as vezes não escuras
aparecem como luz sob a pele
como nos quadros antigos
como nas lâmpadas redondas da velha sala
ante brincavam com a mente
mostram auras que mais ninguém vê
e hoje surgem como nunca
acompanham este ser em seus dias
com imagens eternas
e suas sombras que vejo
e muitas vezes os sorrisos enganam
mesmo não entendendo
escuto sons por todos os lados
pássaros no telhado
borboletas sem estômagos
músicas que fogem para os ouvidos
pedras que acompanham cada passo
e o pés as chutam para longe
protegem os joelhos
para não se dobrarem ao chão.
Ao redor de tudo vejo sombras
as vezes não escuras
aparecem como luz sob a pele
como nos quadros antigos
como nas lâmpadas redondas da velha sala
ante brincavam com a mente
mostram auras que mais ninguém vê
e hoje surgem como nunca
acompanham este ser em seus dias
com imagens eternas
e suas sombras que vejo
sábado, 28 de março de 2015
dias de outono
O ar do outono é único
invade as narinas
oxigena o cérebro
traz a tona à mente
lembranças
foram tantos outonos
e a primeira lua
que cresce e aparece
na companhia de sua estrela
foge do horizonte vermelho
e mergulha no azul
que aos poucos escurece
na dança do cair da tarde
nuvens molduram um quadro diário
e brincam
hora são coelhos, hora são dragões
basta imaginar
com os pés no chão
sente-se o perfume dos tempos
se anuncia de novo
como cada estrela que vem brincar
como cada aluno que chega
para aprender com as palavras
ou com os ares que se percebem
pessoas que conversam
vidas que não olham para o céu
não sentem o ar
não vivem
rastejam seus dias de outono
invade as narinas
oxigena o cérebro
traz a tona à mente
lembranças
foram tantos outonos
e a primeira lua
que cresce e aparece
na companhia de sua estrela
foge do horizonte vermelho
e mergulha no azul
que aos poucos escurece
na dança do cair da tarde
nuvens molduram um quadro diário
e brincam
hora são coelhos, hora são dragões
basta imaginar
com os pés no chão
sente-se o perfume dos tempos
se anuncia de novo
como cada estrela que vem brincar
como cada aluno que chega
para aprender com as palavras
ou com os ares que se percebem
pessoas que conversam
vidas que não olham para o céu
não sentem o ar
não vivem
rastejam seus dias de outono
domingo, 22 de março de 2015
Torpor
Me entorpeço nesta canção
que funde os sentidos e a mente
vários olhares fixos
mãos hábeis que montam e desmontam
peças, quebra cabeças
rotinas
e esteiras que não param
surgem piramides quadradas de caixas sobrepostas
sons de vozes misturadas aos rangidos
passos de caminhos desencontrados
rodas sem rumo
dia após dia
com frases que se perdem nas ordens
perdas e ganhos
lucros e faltas
em horas que se passam
ponteiros rastejantes dos ciclos
morteiros punitivos
fugas da visão cansada
e dos sentidos que procuram
mas não acham
ficam sem foco
mas se concentram cegas
objetivos nulos
anulados pelas palavras
ações adversas
dispersas no vácuo
perdidas no limbo da solidão mental
e nos versos da poesia rabiscada
não na folha branca
mas na tela negra viciante
pede palavras
que não param de inundar as teclas
os dedos
e o continuidade dos pensamentos
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Reuniões
Palavras
redondas em círculos
positivas
produtivas
alinhadas
durante o dia
durante a noite
análise de conjuntos
hora a hora
planos rabiscados
atendendo à desejos
consoantes
pouca vogal
melodias rolantes
ouvidos tapados
vozes em cadeia
esteiras não param
bases montadas
alicerces
criação de olhares
óculos
frases no ar
idéias dos meus dias
e das palavras nos círculos
redondas em círculos
positivas
produtivas
alinhadas
durante o dia
durante a noite
análise de conjuntos
hora a hora
planos rabiscados
atendendo à desejos
consoantes
pouca vogal
melodias rolantes
ouvidos tapados
vozes em cadeia
esteiras não param
bases montadas
alicerces
criação de olhares
óculos
frases no ar
idéias dos meus dias
e das palavras nos círculos
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
certos dias
E assim se passam certos dias
alegrias
sorrisos despojados
companhias
estradas
caminhadas pela areia
pelas águas
que lavam as almas
brindam amizades
pois o que nos sobram
além dos dias
são sentidos
sem rótulos
por todos os caminhos
por todas as visões da vida
e do que nos resta delas
alegrias
sorrisos despojados
companhias
estradas
caminhadas pela areia
pelas águas
que lavam as almas
brindam amizades
pois o que nos sobram
além dos dias
são sentidos
sem rótulos
por todos os caminhos
por todas as visões da vida
e do que nos resta delas
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Manhãs de domingo
Manhãs de domingo
renascer a cada amanhecer
sentir os raios de sol
energia vital
matéria prima
tragada pelas folhas do lírio
aquece a alma
revigora o coração,
céu azul
nuvens brincando de formas
memórias que se mudam
ora coelho, ora trovão,
o som dos ares
canto dos pássaros
melodia
claves ao sol
de barro joãos
de cores sabiás
pra quem ver
bem-te-vis,
perfume de café
para acordar a todos
trazer na memória
todas as manhãs da vida
poesias destes dias
disciplina para a caneta
brincando com o papel
construir muros,
leitura edificante
palavras que alimentam
perguntas
respostas
energia espiritual
abraço carinhoso
sorriso nos lábios
canção para os ouvidos
intuição
pensamentos
continuados nas xícaras
nas roupas que secam no varal
nas belas manhãs de domingo
renascer a cada amanhecer
sentir os raios de sol
energia vital
matéria prima
tragada pelas folhas do lírio
aquece a alma
revigora o coração,
céu azul
nuvens brincando de formas
memórias que se mudam
ora coelho, ora trovão,
o som dos ares
canto dos pássaros
melodia
claves ao sol
de barro joãos
de cores sabiás
pra quem ver
bem-te-vis,
perfume de café
para acordar a todos
trazer na memória
todas as manhãs da vida
poesias destes dias
disciplina para a caneta
brincando com o papel
construir muros,
leitura edificante
palavras que alimentam
perguntas
respostas
energia espiritual
abraço carinhoso
sorriso nos lábios
canção para os ouvidos
intuição
pensamentos
continuados nas xícaras
nas roupas que secam no varal
nas belas manhãs de domingo
domingo, 25 de janeiro de 2015
o mar
desesperar
espera apreensiva
quero ver o mar
ouvir o som das ondas
pular e sorrir
tentar ver o fim do oceano
sem fim
salgado
sem lágrimas
sol de ternura
viagem dos tempos
com as estrelas
sem feijão
sem subir até as nuvens
e subir até a serra
longe dos portões do castelo
e dos jardins sem flores
nem lesmas
com curvas perigosas
que se perdem na manhã
levam ao destino
para pisar na areia branca
contemplar o mar azul
e purificar a mente
espera apreensiva
quero ver o mar
ouvir o som das ondas
pular e sorrir
tentar ver o fim do oceano
sem fim
salgado
sem lágrimas
sol de ternura
viagem dos tempos
com as estrelas
sem feijão
sem subir até as nuvens
e subir até a serra
longe dos portões do castelo
e dos jardins sem flores
nem lesmas
com curvas perigosas
que se perdem na manhã
levam ao destino
para pisar na areia branca
contemplar o mar azul
e purificar a mente
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
continuidades
continuidades
dias que se seguem
simulam expansões
do tempo
no espaço minúsculo
infinito particular
finito aos meus olhos
contado em minutos
no relógio sem pulso
sem emoções
ponteiros que apontam ao nada
vazios das horas
no vácuo poético
dos rabiscos no papel
sobre o tempo
ao vento
fingindo pensamento
nos dias que se seguem
contínuos
correrias
Vou correr pelas estradas
pelos meus olhos vejo o horizonte
com seu sol que vai embora
sem secar minhas lágrimas,
tentarei desviar das pedras
fugir dos caminhos que atormentam
brigar com a mente inquieta
banhada de lembranças das mais remotas,
vou caminhar nas ruas destas vidas
ao som de meus passos descalços
e brigar com o barulho de meus pensamentos
das constantes inundações dentro do cérebro
imagens em células que se fundem nervosas
que levam para o mais fundo dos mares
mas a àgua que alimenta a alma secou
flores brancas não surgem mais
vou me conter em unir as palavras
meus dedos não acompanham a poesia
a cabeça dói por falta de inspiração
por isso corro atrás do vento...
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