Me perguntaram se sou poeta
pensativo, instintivo a pensar
disse que poeta eu não sou,
apenas misturo sílabas
brinco com a mente
sobre minhas linhas
sob os dedos que dedilham sem calar.
Como posso ser poeta
pois me excluo do altar
criatividade de sentimentos
apenas busco a cada raiar
confuso e até inquieto
vou brincar de trocadilhos
e pelas minhas vírgulas passear.
Curioso sei que sim
viro pesquisa do saber
como o inglês que filosofa e canta
sobre o ser ou não ser,
pulo as pedras, fujo em cena
velejo sobre a questão
como os caminhos tortuosos
pesadelos, beija-flores, o amor e solidão.
Quem me dera leitor meu
meu de ser poeta fino
por meus erros de criança no quintal
invadir mentes desejosas
sem meus rótulos, sem brincar
minha música esta soa mal
acordes quebrados que ninguém lê
e joga fora meu jornal.
Olho a lua, me despeso do sol
canto para as estrelas entre as nuvens
que ela brinda com saudade
e concluo que somos todos
segundo o pessoa poeta na realidade
com rancor e paixões de encantos
nos caminhos e desvios da vida
encaro pois os sentimentos da dor
destes versos que brindo o dia sem dúvida
dizendo que por viver apenas e ponto
sou de todo como poeta, fingidor.
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