domingo, 25 de janeiro de 2015

o mar

desesperar
espera apreensiva
quero ver o mar
ouvir o som das ondas 
pular e sorrir
tentar ver o fim do oceano
sem fim
salgado
sem lágrimas
sol de ternura
viagem dos tempos
com as estrelas
sem feijão
sem subir até as nuvens
e subir até a serra
longe dos portões do castelo
e dos jardins sem flores
nem lesmas
com curvas perigosas
que se perdem na manhã
levam ao destino
para pisar na areia branca
contemplar o mar azul
e purificar a mente

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

continuidades

continuidades
dias que se seguem
simulam expansões
do tempo
no espaço minúsculo
infinito particular
finito aos meus olhos
contado em minutos
no relógio sem pulso
sem emoções
ponteiros que apontam ao nada
vazios das horas
no vácuo poético
dos rabiscos no papel
sobre o tempo
ao vento
fingindo pensamento
nos dias que se seguem
contínuos
 

correrias

Vou correr pelas estradas
pelos meus olhos vejo o horizonte
com seu sol que vai embora
sem secar minhas lágrimas,
tentarei desviar das pedras 
fugir dos caminhos que atormentam
brigar com a mente inquieta
banhada de lembranças das mais remotas,
vou caminhar nas ruas destas vidas
ao som de meus passos descalços
e brigar com o barulho de meus pensamentos
das constantes inundações dentro do cérebro
imagens em células que se fundem nervosas
que levam para o mais fundo dos mares
mas a àgua que alimenta a alma secou
flores brancas não surgem mais
vou me conter em unir as palavras
meus dedos não acompanham a poesia
a cabeça dói por falta de inspiração
por isso corro atrás do vento...