e veio a chuva
fria e sem esperar
começou a chover
barulho no telhado
café quentinho na caneca
rabiscos no papel
poesias com gotas de letras
seu abrigo seguro
branco das folhas
ruídos de uma bela canção
triste como a saudade de ontem
alegre pela lembrança do abraço
o olhar embaçado pela janela
o reflexo do sorriso molhado
a coberta que aquece os pés
que foge do frio
do vento
e da chuva que chegou
quarta-feira, 9 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
perdidos
Em contar com tudo
certo que estarei perdido
como os olhos
a procurar as estrelas
vagantes nos céus dos mundos
dos pensamentos
e aromas dos cafés que invadem a cozinha
sons das músicas
orquestradas nos discos infinitos
palavras vagantes
dos livros da estante
que se perdem nas leituras incessantes
das poltronas navegantes
de imagens que não chegaram aos olhos
estes ainda perdidos em lágrimas
correndo como o grafite que risca o branco
nas mãos trêmulas e ansiosas
pelas estrelas
com seus brilhos finitos
que vagam os infinitos
e se chegam perdidos
por já terem um dia existido
em seu mundo
seus tapetes
encontrados pelo olhar
certo que estarei perdido
como os olhos
a procurar as estrelas
vagantes nos céus dos mundos
dos pensamentos
e aromas dos cafés que invadem a cozinha
sons das músicas
orquestradas nos discos infinitos
palavras vagantes
dos livros da estante
que se perdem nas leituras incessantes
das poltronas navegantes
de imagens que não chegaram aos olhos
estes ainda perdidos em lágrimas
correndo como o grafite que risca o branco
nas mãos trêmulas e ansiosas
pelas estrelas
com seus brilhos finitos
que vagam os infinitos
e se chegam perdidos
por já terem um dia existido
em seu mundo
seus tapetes
encontrados pelo olhar
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