E o viver se torna viver
tardes de chuva que resfriam o ar
manhãs ensolaradas e nuvens brancas brincando
passos, compassos, sorrisos
e se todos não fossem assim
se o limite fosse a antiga janela
aberta, intransponível
visível as árvores e luzes distantes
e agora horizontes verdes
longe das luzes
e dos passos descompassados
apressados para lugar algum
pois hoje o lugar fica próximo
andar mais lento
pensamentos mais rápidos
viver mais vivido
mas o olhar é o mesmo
para as luzes e para a janela