quarta-feira, 15 de julho de 2015

um sábado qualquer

Num sábado desses
vi chover
caminhando pelas ruas
enxurradas sem barquinhos
todos querem abrigo para as cabeças
fugir das gotas
que molham o papel.
No íntimo quero correr
bagunçar o penteado
pisar na poça
sorrir,
manchar de barro os tecidos.
A realidade é mais seca
como as mãos nos bolsos
e as letras que se juntam,
apenas as lentem umedecem
gotas doces e salgadas
misturas que embaçam a visão
decoram a poesia com seu mundo
brincam com o pensamento
de uma infância madura
e de cabelos brancos.

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