Queria fazer uma poesia
cantar para o mar
mas não tenho lápis
e o papel que sobrou
embrulhou o pão.
Vou brindar com uma poesia,
do céu veio o azul
que brincou com as ondas
e dançou.
As flores do azulejo
com inveja não quis brincar
sorriu
mas não bebeu as minhas frases.
És o que não disse
sobe, embaralha
ou responde a pergunta
não passe mais vontade de voar.
Existem duas palavras,
sem medo
flutuaremos ao vento
na minha prancha voadora
até que a poesia acabe
ou até cairmos na água.
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