Começou a chover
barulho no telhado
café quentinho na caneca
rabiscos de poesia no papel
gotas escorrem
letras que fogem do lápis
seu abrigo seguro
aconchego do sofá e almofada
apontadas do grafite
livros e marcadores
uma bela canção de amor
triste pela saudade
alegre pela lembrança
abraços ao chegar
o olhar pela janela
e o reflexo do sorriso
quero sentir o perfume
terra molhada
requentar o café
o sorriso das flores
soprar o pão quente
e as nuvens dos trovões
sons de corações
gotas e lágrimas da ausência
acabou o papel
das lindas tardes chuvosas
quarta-feira, 19 de março de 2014
ao longe
Ao longe
vejo a montanha verdejante
pelas ruas
os caminhos se tornam iluminados
o sol brinda com seu calor
mas os dias não são iguais
novas folhas caem da árvore
a respiração se inspira na brisa da manhã
e nas orações
que dançam mente a fora
nas palavras viajantes
que pedem calma ao coração
e vez ou outra acelera
compasso desmarcado
pelos dias que se vão
junto com seus sóis
e os raios que se fecham vermelhos
no oeste de todos os tempos
vejo a montanha verdejante
pelas ruas
os caminhos se tornam iluminados
o sol brinda com seu calor
mas os dias não são iguais
novas folhas caem da árvore
a respiração se inspira na brisa da manhã
e nas orações
que dançam mente a fora
nas palavras viajantes
que pedem calma ao coração
e vez ou outra acelera
compasso desmarcado
pelos dias que se vão
junto com seus sóis
e os raios que se fecham vermelhos
no oeste de todos os tempos
domingo, 16 de março de 2014
rotina
Incensato o discurso do sol
em sua rotina diaria
não me olho no espelho como antes
e o que vejo não conheço
me surpreendo com meus próprios olhos vermelhos
a face de um hoje que ainda não chegou
os gritos e múrmurios da saudade que se ausentou
nem as nuvens permanecem as mesmas
ora são dragões, ora coelhos e suas orelhas
como elas os dias correm com o vento
sem encontro
mas as pressa de um pensamento
quem dera fosse como a canção que percorre os ouvidos
invade a mente
e transforma os raios de sol em restícios de um dia
este, memorável que o tempo não apagará
segunda-feira, 3 de março de 2014
afagos
Vejo nos olhares
que vago à noite
luzes perdidas dos desencontros
músicas mal ouvidas
ruídos de um silêncio
este atormenta a alma.
Eternizado pelas gravuras na parede
os olhos chegam através dos vidros
irão ver melhor do que ontem
pois antes vagavam pelas ruas solitários
sem estrelas,
mas com os faróis que se atropelavam
incansáveis debruçados sobre o copo
sob o aspecto da saudade
e das luzes para encontrar alguns de seus cúmplices
da vontade de guiá-los até os lençóis
enrugados desde a manhã
isolados dos afagos que fugiram dos braços
que acompanham as pernas
fugidias dos olhares
e do medo se sempre
para que a noite não termine.
que vago à noite
luzes perdidas dos desencontros
músicas mal ouvidas
ruídos de um silêncio
este atormenta a alma.
Eternizado pelas gravuras na parede
os olhos chegam através dos vidros
irão ver melhor do que ontem
pois antes vagavam pelas ruas solitários
sem estrelas,
mas com os faróis que se atropelavam
incansáveis debruçados sobre o copo
sob o aspecto da saudade
e das luzes para encontrar alguns de seus cúmplices
da vontade de guiá-los até os lençóis
enrugados desde a manhã
isolados dos afagos que fugiram dos braços
que acompanham as pernas
fugidias dos olhares
e do medo se sempre
para que a noite não termine.
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