domingo, 27 de abril de 2014

Canteiro

No canteiro
as florzinhas amarelas
rastejantes folhas chão a fora
briga com o tempo
e com a sede de vida
no alto
o azul do céu se orgulha
infinito em cor que alegra
brinda o dia inquieto
transforma os olhos que acordam
na varanda
a cadeira vazia
somente o lírio murcho a acompanha
não se senta
nem contempla seu mundo
de florzinhas amarelas
e dos muros que os impedem de pensar

Luz do poste

A luz do poste ascendeu
vai iluminar as cabeças
muitas reduzidas pela tela
outras fogem por seus livros

A luz do poste apareceu
e clareou a rua com seus auto-móveis
escravos do combustível que consomem
leva e traz dos olhares que não enxergam

A luz do poste surpreendeu
seus insetos se matam a cabeçadas
até eles não sabem o que fazem
mas para algo usam suas cabeças