terça-feira, 20 de outubro de 2015

poeta de seu dia

Me perguntaram se sou poeta
pensativo, instintivo a pensar
disse que poeta eu não sou,
apenas misturo sílabas
brinco com a mente
sobre minhas linhas
sob os dedos que dedilham sem calar.

Como posso ser poeta 
pois me excluo do altar
criatividade de sentimentos
apenas busco a cada raiar 
confuso e até inquieto
vou brincar de trocadilhos 
e pelas minhas vírgulas passear.

Curioso sei que sim 
viro pesquisa do saber
como o inglês que filosofa e canta
sobre o ser ou não ser,
pulo as pedras, fujo em cena
velejo sobre a questão
como os caminhos tortuosos 
pesadelos, beija-flores, o amor e solidão.

Quem me dera leitor meu
meu de ser poeta fino
por meus erros de criança no quintal
invadir mentes desejosas
sem meus rótulos, sem brincar
minha música esta soa mal
acordes quebrados que ninguém lê
e joga fora meu jornal.

Olho a lua, me despeso do sol
canto para as estrelas entre as nuvens
que ela brinda  com saudade
e concluo que somos todos 
segundo o pessoa poeta na realidade
com rancor e paixões de encantos
nos caminhos e desvios da vida
encaro pois os sentimentos da dor
destes versos que brindo o dia sem dúvida
dizendo que por viver apenas e ponto
sou de todo como poeta, fingidor.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Viagem

Passeio por vários lugares
ruas que conheço
mas nunca caminhei
casas
e prédios vividos
habitados por pessoas em comum
de todas as vidas
de presenças e sentimentos.
Nas calçadas
passos cobertos de dúvidas
Onde estou?
acordo dentro do sonho perdido
vendo os pássaros na janela
um casal que canta
alegria
sensibilidade
e olham para o céu
clamando vida às nuvens.
Assim ainda vejo 
na casa
no caminho ao meu alcance.
E de repente sinto cãimbras 
minha pernas tentam fugir
mas não consigo
ou não quero ir para outro lugar
meu intelecto quer ficar
e aprender 
a cada dia, cada noite
palavras ministradas com maestria
dos anjos e acompanhantes
de cada sonho que viajo
ciente ou em transe
a cada dia, 
a cada noite