"Ao fugir do controle
não sei se sei viver
lá fora no céu limpo
duas estrelas quase se encontram
suas luzes disputam o brilho
aparadas pela companheira lua
que observa à todos os raios.
Aqui dentro
batimentos descompassados
sobressaltos pela beleza da noite
final de mais um dia
que caminha para novas palavras
ouvidas pela atenção do saber
na voz dos pássaros que fogem
guiadas pelas mãos da energia
da vida em luzes
das estrelas do hoje"
domingo, 26 de julho de 2015
Lua
"E a lua
de novo
nova
branca
cheia
redonda
crescente
aparece
míngua
um filamento
uma sombra
a poesia
e a lua"
de novo
nova
branca
cheia
redonda
crescente
aparece
míngua
um filamento
uma sombra
a poesia
e a lua"
Eu
"Sem querer ser o eu
vou brincar com meu pronome
digo palavras
para serem minhas
para acreditar no meu eu
e no meu caderno
com letras manchadas
verdades materializadas em tinta
para que eu sinta
percorra a razão
alimente as linhas da vida
na palma da mão
para cada traço da caneta
para cada ruído nos ouvidos
para cada voz que me chama
e clama
apenas para que seja o eu
na minha verdade
da minha alma eterna
meus sentimentos ternos
e meu olhar sobre meu eu"
vou brincar com meu pronome
digo palavras
para serem minhas
para acreditar no meu eu
e no meu caderno
com letras manchadas
verdades materializadas em tinta
para que eu sinta
percorra a razão
alimente as linhas da vida
na palma da mão
para cada traço da caneta
para cada ruído nos ouvidos
para cada voz que me chama
e clama
apenas para que seja o eu
na minha verdade
da minha alma eterna
meus sentimentos ternos
e meu olhar sobre meu eu"
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Estes dias
Encaro meus dias
e suas mudanças
alvorada com céus azuis
passos que não param
rotas sem rotinas,
na oração
me lembro do sonho
sim,
eles estão presentes!
e presentes
me alegra saber que não estou só
nem dormindo.
Acordado
minhas pegadas não são únicas
então sigo assim
cada manhã,
um novo dia.
O sol
ainda é o mesmo,
a estrela ainda no seu lugar,
no peito a velha máquina pulsante
que marca o caminho
no ritmo diário da vida
na frequência dos pés incansáveis
sedentos
por dias de luta
trabalhos
estrelas
e glórias.
e suas mudanças
alvorada com céus azuis
passos que não param
rotas sem rotinas,
na oração
me lembro do sonho
sim,
eles estão presentes!
e presentes
me alegra saber que não estou só
nem dormindo.
Acordado
minhas pegadas não são únicas
então sigo assim
cada manhã,
um novo dia.
O sol
ainda é o mesmo,
a estrela ainda no seu lugar,
no peito a velha máquina pulsante
que marca o caminho
no ritmo diário da vida
na frequência dos pés incansáveis
sedentos
por dias de luta
trabalhos
estrelas
e glórias.
um sábado qualquer
Num sábado desses
vi chover
caminhando pelas ruas
enxurradas sem barquinhos
todos querem abrigo para as cabeças
fugir das gotas
que molham o papel.
No íntimo quero correr
bagunçar o penteado
pisar na poça
sorrir,
manchar de barro os tecidos.
A realidade é mais seca
como as mãos nos bolsos
e as letras que se juntam,
apenas as lentem umedecem
gotas doces e salgadas
misturas que embaçam a visão
decoram a poesia com seu mundo
brincam com o pensamento
de uma infância madura
e de cabelos brancos.
Tamoios
Paciência
vamos chegar
rodas ao chão
risos nos lábios
luzes no ar
carros parados
paciência
brincadeira na rua
noite escura
melhor sorrir
parou de chover
vamos chegar
não tem banheiro
viva o mato!
(Madrugada de Tamoios - sexta de carnaval - 2015)
vamos chegar
rodas ao chão
risos nos lábios
luzes no ar
carros parados
paciência
brincadeira na rua
noite escura
melhor sorrir
parou de chover
vamos chegar
não tem banheiro
viva o mato!
(Madrugada de Tamoios - sexta de carnaval - 2015)
Flutuar
Queria fazer uma poesia
cantar para o mar
mas não tenho lápis
e o papel que sobrou
embrulhou o pão.
Vou brindar com uma poesia,
do céu veio o azul
que brincou com as ondas
e dançou.
As flores do azulejo
com inveja não quis brincar
sorriu
mas não bebeu as minhas frases.
És o que não disse
sobe, embaralha
ou responde a pergunta
não passe mais vontade de voar.
Existem duas palavras,
sem medo
flutuaremos ao vento
na minha prancha voadora
até que a poesia acabe
ou até cairmos na água.
cantar para o mar
mas não tenho lápis
e o papel que sobrou
embrulhou o pão.
Vou brindar com uma poesia,
do céu veio o azul
que brincou com as ondas
e dançou.
As flores do azulejo
com inveja não quis brincar
sorriu
mas não bebeu as minhas frases.
És o que não disse
sobe, embaralha
ou responde a pergunta
não passe mais vontade de voar.
Existem duas palavras,
sem medo
flutuaremos ao vento
na minha prancha voadora
até que a poesia acabe
ou até cairmos na água.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
sons
Saiba que só tenho dois ouvidos
assim me digo limitado
não importa o número de palavras
quero mais
me alimento com suas frases
tento entender essa vida
com seus dias sequenciais
e sóis para aquecer a mente.
Nestas rotinas
escuto ruídos obscuros
perseguições de vozes
chamados e zunidos
tentam o libido
com as canções da alma
não fujo do apelo estranho
desvio os motivos
os olhares
me perco nas imagens
e durmo perdido nessas músicas
com medo da sonoridade do amanhã.
assim me digo limitado
não importa o número de palavras
quero mais
me alimento com suas frases
tento entender essa vida
com seus dias sequenciais
e sóis para aquecer a mente.
Nestas rotinas
escuto ruídos obscuros
perseguições de vozes
chamados e zunidos
tentam o libido
com as canções da alma
não fujo do apelo estranho
desvio os motivos
os olhares
me perco nas imagens
e durmo perdido nessas músicas
com medo da sonoridade do amanhã.
Semente
O que sobrou da semente?
soterrada
inundada pela esperança
que em busca de ar
foge seus braços para fora
em ramos verdes sedentos
procura o ar
se alimenta dos raios de sol
mas pede água
com medo de secar a vontade de viver
e amarelar os olhos
para os novos desafios
O que sobrou da semente?
crescendo
buscando os céus
braços que se abrem ao mundo
abraços jamais esquecidos
buscando mais calor
e a alegria
que presenteará com suas flores
soterrada
inundada pela esperança
que em busca de ar
foge seus braços para fora
em ramos verdes sedentos
procura o ar
se alimenta dos raios de sol
mas pede água
com medo de secar a vontade de viver
e amarelar os olhos
para os novos desafios
O que sobrou da semente?
crescendo
buscando os céus
braços que se abrem ao mundo
abraços jamais esquecidos
buscando mais calor
e a alegria
que presenteará com suas flores
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Caminhos
Queria que todo vissem meu caminho
pedras espalhadas
cascalhos que derrubam sem avisar
sempre em frente
seguindo a passos largos
sem parar
mas também florescem cores no caminho
variadas e belas
perfumadas como a primavera
dão mais ânimo ao caminhar
luzes iluminam
o sol que dá vida ao verde
mas seca as águas
que sacia os olhos amargurados
sempre vai brilhar
deixar ver essas belezas dos caminhos diários
dos universos finitos de cada um
pedras espalhadas
cascalhos que derrubam sem avisar
sempre em frente
seguindo a passos largos
sem parar
mas também florescem cores no caminho
variadas e belas
perfumadas como a primavera
dão mais ânimo ao caminhar
luzes iluminam
o sol que dá vida ao verde
mas seca as águas
que sacia os olhos amargurados
sempre vai brilhar
deixar ver essas belezas dos caminhos diários
dos universos finitos de cada um
Sombras
Vejo sombras
e muitas vezes os sorrisos enganam
mesmo não entendendo
escuto sons por todos os lados
pássaros no telhado
borboletas sem estômagos
músicas que fogem para os ouvidos
pedras que acompanham cada passo
e o pés as chutam para longe
protegem os joelhos
para não se dobrarem ao chão.
Ao redor de tudo vejo sombras
as vezes não escuras
aparecem como luz sob a pele
como nos quadros antigos
como nas lâmpadas redondas da velha sala
ante brincavam com a mente
mostram auras que mais ninguém vê
e hoje surgem como nunca
acompanham este ser em seus dias
com imagens eternas
e suas sombras que vejo
e muitas vezes os sorrisos enganam
mesmo não entendendo
escuto sons por todos os lados
pássaros no telhado
borboletas sem estômagos
músicas que fogem para os ouvidos
pedras que acompanham cada passo
e o pés as chutam para longe
protegem os joelhos
para não se dobrarem ao chão.
Ao redor de tudo vejo sombras
as vezes não escuras
aparecem como luz sob a pele
como nos quadros antigos
como nas lâmpadas redondas da velha sala
ante brincavam com a mente
mostram auras que mais ninguém vê
e hoje surgem como nunca
acompanham este ser em seus dias
com imagens eternas
e suas sombras que vejo
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