domingo, 28 de dezembro de 2014

esperança

Vivemos neste templo 
até apodrecer
cairemos de joelhos
choraremos nossas vidas
ao rezar
clamaremos vida
pediremos ajuda
vamos chamar nossos anjos
nossas asas não querem voar
nossos pés se fixam no chão
como raízes de àrvore morta
vamos gritar aos céus
brincar com suas nuvens
ouvir suas canções
procurar até encontrar os ares
novas esperanças
caminhos ainda não encontrados
pensamentos continuados no caderno
e esperançosos
com ou sem rumo certo
riscos e rabiscos
mas em busca de uma vida
sempre....melhor
para descansar os pés
relaxar a mente inquieta
e o coração cansado 
de viver
e bater
e apanhar
criar novas premissas
não submissas
mas cumprisses
de um novo alvorecer
pássaros cantantes
flores coloridas 
e borboletas invasoras
dos corredores
dos estômagos
dos copos que brindam
sob as luas que se beijam
e os sóis que se enamoram

um brinde

Vamos brindar à vida 
hoje caminhamos 
amanhã voaremos
vendo as nuvens se transformar
de repente
um coelho vira dragão
o coração insiste em bater
as asas deslizam sob o céu de algodão
azul como as lágrimas
embebecidas no vermelho do copo
frio como o gelo
amargo de íncio
doce depois do segundo gole.
E vejam como os insetos se atrevem
brincam com a luz que me cega
mergulham nas piscinas sobre a mesa
se entopem de nossos restos
com as sobras de palavras 
dos rabiscos que nunca funcionaram
cantaremos então para a chuva
àgua que transborda o copo
sedento de belas canções
e de céus azuis 

sonhos

Pensei nos sonhos que tenho
minhas noites são viagens mentais
pessoas desta e de outras vidas invadem meu convívio
e o trabalho se intensifica.
Por vezes até me divirto
situações e sensações que desperto nem sei se existe
canções que canto nunca foram ouvidas
e encaro a vida em outra dimensão sensato.
Peço ao piloto da viagem que me leve 
deixe que eu participe desses sonhos
para aprender cada vez mais
encontrar pessoas que neste plano não posso ver
buscar o conhecimento das leis supremas do universo
me tornar a cada dia
um ser melhor no caminho da minha evolução.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Música para meus ouvidos

Quero ouvir a canção do sol nascente
voar nas ondas imaginárias
suspensas pela razão 
acordadas pelos acordes da agulha

Vou cantar a melodia
embalada pelo vento do norte
direção aos passos da dança
para as vozes que consomem os ouvidos

Que as mentes entendam
não mintam 
os caminhos sempre se encontram
e os abraços se fecham uniformes

Nossa música sempre eterna
etérea 
multiplicada pelos espaços infinitos
guia dos pés calçados dançantes

Notem as notas gritantes pedindo atenção
como as nuvem com seus formatos
orquestras de imaginação
sementes de imagens criadas por sensibilidade

Assim seremos sons e ações
pelas mágicas das rotas musicais
notar,sorrir e sentir cada nota 
transferidas girantes do disco da vida