As nuvens sobre a cabeça formulam
pensamentos continuados
imagens
e figuras de uma linguagem particular
criadas através das lembranças
que os olhos rastreiam.
Deste mundo só se leva o que fica na memória
e é preso pelo prateado cordão
da alma imortal
para se abrigar nos universos paralelos
habitadas pelos seres de nossa existência.
Estes que partilham da nostalgia
de um tempo não se apagará
nestes dias surgirão no desenho das nuvens
no perfume das flores
e nas letras que brigam
para marcar minhas folhas de papel.
domingo, 27 de novembro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
reflexão
Não, não penso como ontem
me vi de volta ruma à velha estrada
com seus altos e baixos
subidas e descidas,
insisto
quero cruzar a ponte
sob o calor escaldante
vagar descalços os meus passos
sem medo de deixar pegadas,
como minhas sombras
das marcas do meu ser
que ficaram pelo caminho
e no abrigo da casa,
que mesmo com a dor
e com uma tontura na cabeça
a cada dia enxergo mais longe o desenho um novo horizonte
o outro lado no fim da ponte,
com versos que surgem
canções que me socorrem
como nos meus sonhos
que mensagens em imagens que se intercalam
induzem ao saber das vidas
as luzes mentais que ardem como o sol na pele nua
transformam o cinza,
colorem os vasos
brindam com perfumes
brincam com o mundo
cheio de nuvens que conduzem ao caminho
levadas e guiadas pelo vento da primavera
que desabrocha minha flores
colori meu jardim
encantam os olhos com as cores
enriquecem meu ar
bailam os corpos com as melodias
aglomerados de notas e acordes
para elevar minh'alma
e diminui as dores dos dias
aumentam as dúvidas que fomentam
a mente inquieta.
me vi de volta ruma à velha estrada
com seus altos e baixos
subidas e descidas,
insisto
quero cruzar a ponte
sob o calor escaldante
vagar descalços os meus passos
sem medo de deixar pegadas,
como minhas sombras
das marcas do meu ser
que ficaram pelo caminho
e no abrigo da casa,
que mesmo com a dor
e com uma tontura na cabeça
a cada dia enxergo mais longe o desenho um novo horizonte
o outro lado no fim da ponte,
com versos que surgem
canções que me socorrem
como nos meus sonhos
que mensagens em imagens que se intercalam
induzem ao saber das vidas
as luzes mentais que ardem como o sol na pele nua
transformam o cinza,
colorem os vasos
brindam com perfumes
brincam com o mundo
cheio de nuvens que conduzem ao caminho
levadas e guiadas pelo vento da primavera
que desabrocha minha flores
colori meu jardim
encantam os olhos com as cores
enriquecem meu ar
bailam os corpos com as melodias
aglomerados de notas e acordes
para elevar minh'alma
e diminui as dores dos dias
aumentam as dúvidas que fomentam
a mente inquieta.
domingo, 23 de outubro de 2016
Lead Time
Lead Time
busca do tempo
o tempo perdido
o inimigo da reposição
constância
necessidade
o momento da espera
dias,
meses,
anos a fio
vidas contadas
programadas
escravas dos ponteiros
e dos pensamentos
sobre a corrida
incessante
angustiante com seus passos
que não se cansam
de viver
por um mundo
que o tempo nos dirá
pois existe apenas na memória
e nos olhares
que vagam pelo espaço
esperando o próximo
Lead Time
busca do tempo
o tempo perdido
o inimigo da reposição
constância
necessidade
o momento da espera
dias,
meses,
anos a fio
vidas contadas
programadas
escravas dos ponteiros
e dos pensamentos
sobre a corrida
incessante
angustiante com seus passos
que não se cansam
de viver
por um mundo
que o tempo nos dirá
pois existe apenas na memória
e nos olhares
que vagam pelo espaço
esperando o próximo
Lead Time
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Mais um dia
Mais um dia
a vida medida em amanheceres
sóis que vão e vem
palavras que fogem
e as vezes não voltam.
Mais um dia
cafés aquecem o coração
histórias em xícaras
imagens nos celulares
fugas de brigas vazias
de pensamentos inúteis.
Mais um dia
que os sonhos não desapareçam
as amizades permaneçam
a poesia contemple
e os brindes enalteçam
o sopro da dádiva vida.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
olhemos
o olhar
que alegria
o sorriso
satisfação
o encontro
inusitado
que prazer
essa canção
a companhia
de belos dias
das palavras
a emoção
vidas distantes
mas presentes
boa surpresa
deste verão
de momentos
frases ao vento
ouça essa música
minha preferida
deguste carinhos
nas taças da alegria
brincando o jantar
de gostos e coração
que alegria
o sorriso
satisfação
o encontro
inusitado
que prazer
essa canção
a companhia
de belos dias
das palavras
a emoção
vidas distantes
mas presentes
boa surpresa
deste verão
de momentos
frases ao vento
ouça essa música
minha preferida
deguste carinhos
nas taças da alegria
brincando o jantar
de gostos e coração
Esses Dias
Desses dias espero o sorriso
este me ajuda a passar os atropelos
unidos em palavras mútuas
e músicas que agradam as duas salas
por vezes o trabalho entedia
mas a companhia agrada a mente
belas tardes de olhos alegres
e vidas que vivem na distância
estando por estradas separados
sul e norte que se fogem
mas pensamentos constantes
e presença lado a lado pelo reflexo da tela
pelo destino de letras compartilhado
manteremos os números, as prosas e canção
que o mundo se poetize por longos caminhos
pois com carinho mantém essa emoção
este me ajuda a passar os atropelos
unidos em palavras mútuas
e músicas que agradam as duas salas
por vezes o trabalho entedia
mas a companhia agrada a mente
belas tardes de olhos alegres
e vidas que vivem na distância
estando por estradas separados
sul e norte que se fogem
mas pensamentos constantes
e presença lado a lado pelo reflexo da tela
pelo destino de letras compartilhado
manteremos os números, as prosas e canção
que o mundo se poetize por longos caminhos
pois com carinho mantém essa emoção
me ajude a conter mais melodias
embalada na ondas virtuais do universo
notas ao longe de vidas próximas
e seremos eternos de alegrias e companhias
quarta-feira, 20 de abril de 2016
20/04/2016
A vida como uma viagem
dia após dia em caminhadas
passos de pensamentos
palavras regadas por vontades
mesas postas,
vinhos tintos
filmes dominicais
e sonhos nas manhãs
cafés requentados com pão e queijo...
da aliança três anos
longos ensaios
de muitos que virão por essa vida!!
dia após dia em caminhadas
passos de pensamentos
palavras regadas por vontades
mesas postas,
vinhos tintos
filmes dominicais
e sonhos nas manhãs
cafés requentados com pão e queijo...
da aliança três anos
longos ensaios
de muitos que virão por essa vida!!
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Dias sem concentração
Não consigo me concentrar
minha cabeça dói
e uma leve tontura me ataca
toda vez que levanto meu corpo.
Um turbilhão invade o cérebro
não deixa o pensar correto
e o juntar do quebra-cabeças
que embaralha os neurônios.
Preciso estudar
ler as páginas de minha vida
rabiscadas em minha mente
por todos os meus dias.
Que idéias posso ter?
se o suor gelado me congela a alma
impedindo o lápis
faz tremer as mãos.
Meus olhos ficam turvos
as letras se embaralham
sons desconexos tilintam
e os ouvidos não sabem o que ouvem.
Sem brincar com as palavras
corro deste dia
nos passos solitários rumo ao sol
olhando o horizonte que se põe mais cedo.
Vou me abrigar na noite
tecer as cobertas da proteção
ou da fuga
dos meus, e mais atormentantes medos.
Brigar com os meus fantasmas
e que parem de me perseguir
me deixem pensar por meu próprio ser
para que minha vida seja a que eu conduza.
minha cabeça dói
e uma leve tontura me ataca
toda vez que levanto meu corpo.
Um turbilhão invade o cérebro
não deixa o pensar correto
e o juntar do quebra-cabeças
que embaralha os neurônios.
Preciso estudar
ler as páginas de minha vida
rabiscadas em minha mente
por todos os meus dias.
Que idéias posso ter?
se o suor gelado me congela a alma
impedindo o lápis
faz tremer as mãos.
Meus olhos ficam turvos
as letras se embaralham
sons desconexos tilintam
e os ouvidos não sabem o que ouvem.
Sem brincar com as palavras
corro deste dia
nos passos solitários rumo ao sol
olhando o horizonte que se põe mais cedo.
Vou me abrigar na noite
tecer as cobertas da proteção
ou da fuga
dos meus, e mais atormentantes medos.
Brigar com os meus fantasmas
e que parem de me perseguir
me deixem pensar por meu próprio ser
para que minha vida seja a que eu conduza.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
O tempo
O tempo,
incansável contagem
de fragmentos calculados seguencialmente
nos ponteiros de um relógio
marcados pelas batidas
incansáveis
dia após dia,
vislumbrando o horizonte
pelos caminhos (com)passados
desses dias lembrados sem cessar
na mémória dos meus sonhos
que me trazem em lembranças
vidas vividas
pelo tempo,
textualizado nas linhas invisíveis
da poesia
que os olhos fixam
nas canções
de uma mente
prestes a fecundar a semente
em busca de uma terra
que será manipulada
para as memórias
marcadas nas eternas curvas
para além deste tempo.
incansável contagem
de fragmentos calculados seguencialmente
nos ponteiros de um relógio
marcados pelas batidas
incansáveis
dia após dia,
vislumbrando o horizonte
pelos caminhos (com)passados
desses dias lembrados sem cessar
na mémória dos meus sonhos
que me trazem em lembranças
vidas vividas
pelo tempo,
textualizado nas linhas invisíveis
da poesia
que os olhos fixam
nas canções
de uma mente
prestes a fecundar a semente
em busca de uma terra
que será manipulada
para as memórias
marcadas nas eternas curvas
para além deste tempo.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Olhares sóbrios e criativos
Sóbrios e criativos
coisas de poeta
o rio
que beija o oceano
o céu
que azul
se confunde com o mar
e as nuvens
que bailam em imagens
vistas da minha janela
na moldura de meus dias
que inspiram as idéias
ouvindo o barulho da natureza
da mente
aberta às mensagens
codificadas
no papel e na tela
canalizadas no sentimento
de criatividade
das sílabas que vagam
pelo tempo
pelas vidas
e pelas lentes de outras vistas
mesmo não sendo poeta
mas sóbrios e criativos!
coisas de poeta
o rio
que beija o oceano
o céu
que azul
se confunde com o mar
e as nuvens
que bailam em imagens
vistas da minha janela
na moldura de meus dias
que inspiram as idéias
ouvindo o barulho da natureza
da mente
aberta às mensagens
codificadas
no papel e na tela
canalizadas no sentimento
de criatividade
das sílabas que vagam
pelo tempo
pelas vidas
e pelas lentes de outras vistas
mesmo não sendo poeta
mas sóbrios e criativos!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
chuva de verão
A chuva cai
encharca o chão maltratado
preenche as fendas rachadas pelo tempo
e traz esperança da colheita boa
Só o barulho entorpece
as telhas gritam seu atrito
como marteladas diminutas
em milhares de gotas vindas do céu
O pó se faz lama
preenche o caminho
a caminha da encruzilhada
por destinos obscuros e sem rumos
A enxurrada lava os sapatos
leva com sua força até as sílabas
arrancam os números das folhas
derrete os desejos dos dias contínuos.
encharca o chão maltratado
preenche as fendas rachadas pelo tempo
e traz esperança da colheita boa
Só o barulho entorpece
as telhas gritam seu atrito
como marteladas diminutas
em milhares de gotas vindas do céu
O pó se faz lama
preenche o caminho
a caminha da encruzilhada
por destinos obscuros e sem rumos
A enxurrada lava os sapatos
leva com sua força até as sílabas
arrancam os números das folhas
derrete os desejos dos dias contínuos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Rotina
Rotina
sequência contínua
marcada pela contagem inventada
ponteiros e numerais que se deslocam
no vácuo da rotação
Rotina
imagens forjadas
nas rotas de veículos das mesmas ruas
vagando sobre as pedras
e areias unidas por décadas
Rotina
passos apressados
infundados na vontade de seguir
para onde a roda impõe
e o cérebro atende
Rotina
falsos sorrisos por palavras vagas
imobilizados em fotografias divulgadas
na ilusão dos dias
todos iguais com o mesmo sol
Rotina
felicidades compartilhadas
abraços imobilizados para aquele fragmento de segundo
desfeitos rapidamente ao clique do botão
costumeiros de mais uma prova da vida inexistente
Rotina
excesso de ausências
de razão viver pelas próprias pernas
por caminhos que levariam sem medo
à tranquilidade ilusória
Rotina
pilhas de desejos exibidos para criação
de mais uma noite vagando
perdida nas palavras que morrem no travesseiro
repetidas no hábito da rotina.
sequência contínua
marcada pela contagem inventada
ponteiros e numerais que se deslocam
no vácuo da rotação
Rotina
imagens forjadas
nas rotas de veículos das mesmas ruas
vagando sobre as pedras
e areias unidas por décadas
Rotina
passos apressados
infundados na vontade de seguir
para onde a roda impõe
e o cérebro atende
Rotina
falsos sorrisos por palavras vagas
imobilizados em fotografias divulgadas
na ilusão dos dias
todos iguais com o mesmo sol
Rotina
felicidades compartilhadas
abraços imobilizados para aquele fragmento de segundo
desfeitos rapidamente ao clique do botão
costumeiros de mais uma prova da vida inexistente
Rotina
excesso de ausências
de razão viver pelas próprias pernas
por caminhos que levariam sem medo
à tranquilidade ilusória
Rotina
pilhas de desejos exibidos para criação
de mais uma noite vagando
perdida nas palavras que morrem no travesseiro
repetidas no hábito da rotina.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Sonhos
Acordei,
ainda estava escuro
quarto vazio de
gente
olhos arregalados à
procura do nada
na mente confusão.
Despertei,
não sei compreender
a razão
realidade do outro
lado do espelho
mundos paralelos
vivências vividas
intensas.
Pensarei,
encontros de
desencontros
palavras que
auxiliam o coração
planos traçados
pelo tempo
aprendidos com os
sorrisos eternos
Sonharei,
quero essas imagens
diárias
ou noturnas da
ocasião
para trabalhos por
meu ser
para meu viver
sensitivo
Adormecerei,
no berço das
orações que me rezo
para os caminhos
salutares
das almas afins
de todas as eternas
moradas.
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