Dias de inverno são diferentes
o ar seco
que invade as narinas
o céu sem nuvens
o sol guerreiro
tenta aquecer os corpos
sem sucesso,
mãos se escondem
bolsos abrigam mais que chaves
fuga congelante
assim até as nuvens fogem do frio
e a nostalgia vem a mente
admirando o azul do teto do mundo
lembranças de dias eternos
correrias para tomar café feito na hora
histórias dos livros
para aquecer a mente
com certeza
não são dias como os outros
os casacos enfim saem para passear
mostrar seus estilos da estação
cores e amores pelas ruas
flores de um jardim perfumado
folhas amarelas que morrem no chão
árvores que perdem a ramagem
pássaros que cantam pedindo calor
até o fim dos dias
com seus olhares
e vidas vividas
nos dias de inverno
domingo, 18 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
passeios
A madrugada se abre
se sono
espera pela carona
olhos
sorrisos
abraços
estrada aberta
curiosidades
caminhos novos
alegrias conjuntas
sorrisos molhados
com a água quentinha
que faz sorrir
até a criança chorosa
e deslizando
sustos entre risadas
provocadas
emoções previstas
hematomas divertidos
tombos banhados de satisfação
fotografias dos dias marcadas
céu azul do centro-oeste
estrelas que sempre brilham
pois são amizades
por onde formos
ou bebermos
mesmo com os resmungos infantis
o atraso do café
por qualquer veiculo
até do bonde cor de rosa
nas chegadas
e despedidas
os caminhos trilharam
por nossa sorte
ou por nosso destino
estaremos sempre de volta pra casa
se sono
espera pela carona
olhos
sorrisos
abraços
estrada aberta
curiosidades
caminhos novos
alegrias conjuntas
sorrisos molhados
com a água quentinha
que faz sorrir
até a criança chorosa
e deslizando
sustos entre risadas
provocadas
emoções previstas
hematomas divertidos
tombos banhados de satisfação
fotografias dos dias marcadas
céu azul do centro-oeste
estrelas que sempre brilham
pois são amizades
por onde formos
ou bebermos
mesmo com os resmungos infantis
o atraso do café
por qualquer veiculo
até do bonde cor de rosa
nas chegadas
e despedidas
os caminhos trilharam
por nossa sorte
ou por nosso destino
estaremos sempre de volta pra casa
não sei
Não sei escrever
nem meia palavra
muito menos redação
que dirá poesia
não sei se o que vejo
os outros também veem
pois o que ouço
eles não ouvem
nem sei do real
ou do abstrato
do café que aquece as manhãs
ou da água gelada que esfria as tardes
presas nas grades mentais
mas sei do que fazer a cada dia
do tirar o lixo
ou a teia de aranha
do chegar com seus olhares
e da partida com suas canções
O medo paralisa
O medo paralisa
por vezes se esconde
e por hora volta
aparece sorrateiro
por debaixo da porta
ou pela fresta de luz do sol
que invade através da cortina
surge no barulho do vento
ou no som do trovão
que faz tremer as vidraças.
O medo chega com a voz
palavras proferidas
das piedades sobre o mundo
suas plantas podres do jardim
e os restos mortais do pássaros
estes não voam mais
e por hora sujam o quintal.
O medo cria estranheza
e incertezas
este mundo pode nunca mais ser o mesmo
sorrisos do outro lado do telefone
sem aquelas pessoas
imundas de sentimentos tardios
movidas pelo medo
que as paralisa
por vezes se esconde
e por hora volta
aparece sorrateiro
por debaixo da porta
ou pela fresta de luz do sol
que invade através da cortina
surge no barulho do vento
ou no som do trovão
que faz tremer as vidraças.
O medo chega com a voz
palavras proferidas
das piedades sobre o mundo
suas plantas podres do jardim
e os restos mortais do pássaros
estes não voam mais
e por hora sujam o quintal.
O medo cria estranheza
e incertezas
este mundo pode nunca mais ser o mesmo
sorrisos do outro lado do telefone
sem aquelas pessoas
imundas de sentimentos tardios
movidas pelo medo
que as paralisa
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