que não param de piscar em meus olhos
talvez nem existam mais
mas me ilude com seus brilhos noturnos
soturnos pelos sonhos
incansáveis em busca nas trilhas do universos
fugindo das ondas e buracos negros
perversos por engolir sua luz
seus rastros viajantes
sem grandes novidades em busca do tempo
que chega primeiro que sua vida
como o gelo que derrete no copo
tempera o líquido vermelho
que quer sair
ver as ruas e suas pedras
Fico pensando num mundo que as vezes vivo
sem som
numa viagem de tantos bloqueios
que tapam os ouvidos
num cômodo sem janelas
que quadrado se perde neste infinito
Sobre o hoje
para acordar bem cedo
ver no céu azul
contemplar os pássaros que cantam na janela
tentar sorrir com a criança que me chama
e corre por seus olhos
canta a música da saudade
dos abraços que acalmam
palavras que deixam o coração mais calmo
vejo a vida passar pelos dias
com as orações
e os sonhos confusos
perdidos como as palavras dos livros
que se entulham nas estantes
do cômodo da solidão
repleto dos olhares que nos machucam
os sorrisos que nos acalmam
a lua que anuncia novo amanhã
e as estrelas companheiras da eternidade
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