Encontrei pelas ruas
àrvores amarelas
colorindo os caminhos
encantando os olhares atentos
que disputa atenção
com o azul do teto do mundo
e o verde dos olhos
que logo crê
pois os espalha pelas ruas
sons que enchem os ouvidos
brincam com os acordes distorcidos
sem porquês
perto dos ipês
cantando como os pássaros
que bem te vis e bem te vês
pois alguns que os veêm
o rouba suas imagens
para que fiquem eternas
nas máquinas que guardam seus segredos
suas belezas de momento
de dias que se vão semanas a fora
com suas folhas que caem
pintam o chão
as calçadas e seus passos
que dia após dia
buscam seus conhecimentos
suas canções
e seus ipês amarelos


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