Não, não penso como ontem
me vi de volta ruma à velha estrada
com seus altos e baixos
subidas e descidas,
insisto
quero cruzar a ponte
sob o calor escaldante
vagar descalços os meus passos
sem medo de deixar pegadas,
como minhas sombras
das marcas do meu ser
que ficaram pelo caminho
e no abrigo da casa,
que mesmo com a dor
e com uma tontura na cabeça
a cada dia enxergo mais longe o desenho um novo horizonte
o outro lado no fim da ponte,
com versos que surgem
canções que me socorrem
como nos meus sonhos
que mensagens em imagens que se intercalam
induzem ao saber das vidas
as luzes mentais que ardem como o sol na pele nua
transformam o cinza,
colorem os vasos
brindam com perfumes
brincam com o mundo
cheio de nuvens que conduzem ao caminho
levadas e guiadas pelo vento da primavera
que desabrocha minha flores
colori meu jardim
encantam os olhos com as cores
enriquecem meu ar
bailam os corpos com as melodias
aglomerados de notas e acordes
para elevar minh'alma
e diminui as dores dos dias
aumentam as dúvidas que fomentam
a mente inquieta.
Um comentário:
Belíssimo esse tbem! ��
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