A chuva cai
encharca o chão maltratado
preenche as fendas rachadas pelo tempo
e traz esperança da colheita boa
Só o barulho entorpece
as telhas gritam seu atrito
como marteladas diminutas
em milhares de gotas vindas do céu
O pó se faz lama
preenche o caminho
a caminha da encruzilhada
por destinos obscuros e sem rumos
A enxurrada lava os sapatos
leva com sua força até as sílabas
arrancam os números das folhas
derrete os desejos dos dias contínuos.
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