Daquela casa
levarei na memória as lembranças das estrelas
os desenhos das paredes manchadas
e das traves que não se envernizaram
os dias se acabavam na varanda
com as rosas e seus espinhos suaves
que eternas sempre irão florir os pensamentos
e perfumam todos os jantares
assim que brindamos os vinhos da amizade
do carinho
do amor pela companhia dos queridos.
Não quero falar da tristeza
vejo este céu azul
ouço os pássaros que me visitam nesta manhã
cantam e me fazem companhia
vou apenas ver seu sorriso aos abraços
nas palavras que confortam
brincadeiras da criança de cabelos brancos.
Nas estradas que somem das vistas verdes
o tempo é implacável
inevitável
a fuga da contagem dos dias que se seguem só
um por um
a cada nascer do sol e ao crescer da grama
algumas viagens falavam da saudade
dos carinhos e da preocupação
dos sucos de limão azedos retirados do quintal
que por sinal
doavam mais que poeira e hortelã
retratavam a harmonia doce
entre banhos de sol e abraços de um bom dia.
Seremos assim eternos
nos feriados e nas semanas que correm
nas ruas dos ipês amarelos
na sombra dos onze cedros
correndo para o destino, rumando para o mesmo lugar
sob o reflexo que ofusca
mas não engana
que viveremos as vidas nas terras sob nuvens brancas
e os olhares que me acompanham
toda vez que dobro a esquina de meu ser.
2 comentários:
Rua dos Cedros, 11...algumas roseiras com as mesmas rosas ainda vivem na mesma esquina.
As rosas continuam na rua dos Ipes...
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