quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Memórias 27/11

Desde aquele dia
pensei que não ia cronometrar a saudade
mas a memória ah!!!...
essa que as vezes me falha
nesta hora não perdoa
e em momentos assim castiga
me faz lembrar da suavidade de sua voz
e a franqueza do seu olhar.
Carrego comigo seu exemplo
e tento as vezes com fracasso nas mãos
não decepcionar.
Vivo pelos dias que se arrastam nesta existência
observando as flores nunca deixarão de florescer
e a cada lírio, com sua brancura
enxergamos sua paz.
Datas...
marcas para marcar as lembranças
do caminhar de mãos dadas
dos ensinamentos e desabafos
de sorrir com cada doce oferecido
ou dos legumes cortados em quatro como aperitivo.
Vez ou outra sei que ainda caminhamos juntos
talvez como presente divino
para aliviar o peito 
pois o perfume permanece pelos cômodos.
É como sempre me dizia:
-Tô aqui, podemos conversar!!
Como nos tempos dos bancos de pedra
empilhados na porta da mansão
rica em sabedoria, amizade e amor.
Hoje tenho a certeza que contarei os calendários
e os guardarei a cada dia desta vida
como àquele em que vi o pássaro voar
e subir aos céus
para o encontro de sua companheira.
Digo sim que sinto saudades
pois terei o orgulho de lidar com suas lições
e seu jeito de ser o eterno
fixado na memória de quem teve a satisfação
de encarar seus conselhos
que nos mostrava que não existe despedida
pois a amizade verdadeira 
o amor puro
está sempre por perto
em todas as dimensões 
e para todos os nossos dias.




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