domingo, 6 de julho de 2014

perdidos

Em contar com tudo
certo que estarei perdido
como os olhos 
a procurar as estrelas 
vagantes nos céus dos mundos
dos pensamentos
e aromas dos cafés que invadem a cozinha
sons das músicas
orquestradas nos discos infinitos
palavras vagantes 
dos livros da estante
que se perdem nas leituras incessantes 
das poltronas navegantes
de imagens que não chegaram aos olhos
estes ainda perdidos em lágrimas
correndo como o grafite que risca o branco
nas mãos trêmulas e ansiosas
pelas estrelas 
com seus brilhos finitos
que vagam os infinitos
e se chegam perdidos
por já terem um dia existido
em seu mundo
seus tapetes
encontrados pelo olhar


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