Vejo nos olhares
que vago à noite
luzes perdidas dos desencontros
músicas mal ouvidas
ruídos de um silêncio
este atormenta a alma.
Eternizado pelas gravuras na parede
os olhos chegam através dos vidros
irão ver melhor do que ontem
pois antes vagavam pelas ruas solitários
sem estrelas,
mas com os faróis que se atropelavam
incansáveis debruçados sobre o copo
sob o aspecto da saudade
e das luzes para encontrar alguns de seus cúmplices
da vontade de guiá-los até os lençóis
enrugados desde a manhã
isolados dos afagos que fugiram dos braços
que acompanham as pernas
fugidias dos olhares
e do medo se sempre
para que a noite não termine.
Nenhum comentário:
Postar um comentário