Domingo
as palavras buscam o futuro
banhadas no café forte
quente para o corpo gelado
olhando um mundo que seca ao sol no varal
sob o chão lavado para pisar
e as folhas vagando
que teimam em entrar sem serem convidadas
diferente das brancas do caderno
que esperam que a tinta da caneta as enfeitem
pois os sonhos parecem confusos aos olhos
e a mente, esta inquieta
se entorpece com a canção
e com o cheiro da manhã de primavera
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