Por tudo que não sei
vivo em busca de palavras
ainda não escritas
e perdidas no silêncio
aromas de manhãs que ainda vou sentir
quero ver a estrela
que seu brilho ainda não chegou até aqui
mas caminha em sua velocidade constante
entre sons e imagens
agora gigantes
ouço os paços constantes
que sobem as escadas
sem pressa
sem a poeira que ficou no capacho
mas com vontade de subir
como o escravo que anseia outras correntes
e ferozmente se prender
da mesma forma que o lunático
que em seu mundo particular
cria rotinas diferentes
para viver os mesmos passos
de sua própria existência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário