Tem dias que ar que respiro tem outro sentido
talvez do outro lado um dia eu possa saber
sei que aqui não irei entender o motivo
nem palavras nem essas nuvens farão entender
ouvimos grave ao longe o som do trovão
toma cada espaço, invade em ondas de ar
atento o tímpano vibra ao reflexo da emoção
uns se assustam pelo medo e outros se limitam a pensar
da janela no alto tento ver esse além
e como os pequenos de sanidade, apenas tentamos
deixo-me olhar as nuvens que ofuscam o que convém
aquelas que quando não queremos traz o que não esperamos
dúvida, suspeitas a curiosidade criativa à espreita
o anúncio só deixa na mente mais confusão
será tudo isso incentivo para boa colheita
ou prelúdio de mais devastação
Nenhum comentário:
Postar um comentário