terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tardes de primavera


Um tarde dessas na varanda vendo a chuva chegando pelas montanhas, já sentindo o frescor do ar úmido pelos pingos de chuva, o cheiro inconfundível do chão molhado causou-me  uma sensação gostosa e saudosa, de um tempo passado em que nestas épocas de primavera, onde o céu azul era tomado por tufos de algodão em formas de nuvens, os finais de tarde sempre vinham acompanhados pela chuva passageira, pelo perfume do café recém passado e das longas conversas, dispersas sobre a vida e sobre os pássaros que vinham buscar suas migalhas, que eram interrompidas apenas por alguns minutos  na hora dos anjos para louvar e agradecer à maior das senhoras por mais um dia.
Todas as tardes que restaram nunca mais foram as mesmas, todas perderam o paladar do café em seu copo amarelado, os conselhos e anedotas não são mais percebidas pelos sentidos e as migalhas se perdem pelo ralo por falta dos pássaros, e por fim apenas o céu continua azul com suas nuvens de algodão nada doce.
E assim a varanda se enche das lembranças, da nostalgia dos olhares perdidos e das palavras que invadem o ar junto com as gotas de chuva das tardes de primavera.

Saudades infinitas.....!!!!

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo, a saudade vai ficar para todo o sempre o importante é lembrar de tudo que se foi vivido e sentindo, em cada instante.