I
As luzes ofuscam
minhas retinas cansadas (i)nalteradas
meus sonhos já não
são reavivados em minhas propostas eternas
externas;
Não admito que rios de minha inocência
coerência, incoerência
mas vejo as pessoas desfilarem
pelos espaços instáveis
entre mesas
de minhas tristes lágrimas desfaceladas
(des)organizadas
II
Tomei uma cerveja
tomei uma pinga
tomei uma cerveja
Ah!!!
III
As luzes são as mesas
o ar ainda não mudou
a mente ainda perturba
e as lágrimas insistem
em aparecer sem serem
convidadas
para as mesas
IV
Represas
intensas desatenções expostas
respostas...
perguntas
oriundas de minhas questões , posições
ações
certidões do que (não)sou
mas insisto em aparecer...parecer
Ser?
V
Mas hoje está bem frio
roboticamente falando
vamos embora
como uma reprise
de uma voz feia, fria
mas que sempre volta pra casa
sorrindo
maluco, com ou sem chapéu
imaginário
VI
Quem sabe meu cavalo
alado descobriu um caminho
instituído
véu
perdido
mas meus desejos não foram sinceros
ou quem sabe satisfeitos
minha cerveja ainda não chegou gelada
(in)purificada
petrificada
VI
ressaca...(in)exata
Nenhum comentário:
Postar um comentário